São as coisas óbvias as que mais doem...
Mar. 15th, 2012 | 06:20 pm
São as coisas óbvias que doem mais, e que calam mais também.
Porque com a imaginação a gente pode argumentar, acrescentar, diminuir, florear. E se nada der certo, sempre existe a possibilidade de racionalizar e transformar uma coisa em outra totalmente diferente.
Mas com o óbvio não é assim. Ele está ali e pronto. Não existe possibilidade de mudança. Aquilo é daquele jeito e não tem solução, não tem acordo...
São as coisas óbvias, as que mais machucam. Talvez pela crueza dos fatos ou pela simplicidade atroz que mata qualquer possibilidade de não ser aquilo que é. Quer coisa mais óbvia que a morte, a perda, o luto?
Hoje a Sarita partiu. Foram 10 anos de amizade verdadeira. Aquele tipo de amizade que só um animal pode oferecer.
Porque com a imaginação a gente pode argumentar, acrescentar, diminuir, florear. E se nada der certo, sempre existe a possibilidade de racionalizar e transformar uma coisa em outra totalmente diferente.
Mas com o óbvio não é assim. Ele está ali e pronto. Não existe possibilidade de mudança. Aquilo é daquele jeito e não tem solução, não tem acordo...
São as coisas óbvias, as que mais machucam. Talvez pela crueza dos fatos ou pela simplicidade atroz que mata qualquer possibilidade de não ser aquilo que é. Quer coisa mais óbvia que a morte, a perda, o luto?
Hoje a Sarita partiu. Foram 10 anos de amizade verdadeira. Aquele tipo de amizade que só um animal pode oferecer.
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Separando o quê é de quem.
Mar. 4th, 2012 | 07:15 pm
-O que aconteceu com vocês?
-A gente se separou.
-Nossa, mas porquê?
-Eu não sei ao certo, mas pelo que entendi a cabeça dele não autorizou o coração a funcionar...
-Mas ninguém manda no coração, né?
-Foi o que eu disse pra ele...
-E ele?
-Ele estava confuso demais pra ouvir alguma coisa, e agora deve estar tentando fazer as pazes entre o cérebro e o coração.
-Mas e você?
-Eu estou bem, oras. A confusão é dele e não minha...
-A gente se separou.
-Nossa, mas porquê?
-Eu não sei ao certo, mas pelo que entendi a cabeça dele não autorizou o coração a funcionar...
-Mas ninguém manda no coração, né?
-Foi o que eu disse pra ele...
-E ele?
-Ele estava confuso demais pra ouvir alguma coisa, e agora deve estar tentando fazer as pazes entre o cérebro e o coração.
-Mas e você?
-Eu estou bem, oras. A confusão é dele e não minha...
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(no subject)
Feb. 26th, 2012 | 11:56 am
Ser rebelde é um dom.
Sou rebelde porque não concordo com o 'normal'.
Porque não permito que as verdades alheias ecoem mais alto dentro de mim do que as minhas próprias verdades. Sou rebelde porque não traio meus sentimentos e pensamentos para me adequar a padrões que não me servem.
Sou rebelde pela incansável capacidade e escolha de nadar contra a corrente, pensar os meus pensamentos, fazer minhas próprias escolhas e trilhar o meu próprio caminho.
Sou rebelde porque não concordo com o 'normal'.
Porque não permito que as verdades alheias ecoem mais alto dentro de mim do que as minhas próprias verdades. Sou rebelde porque não traio meus sentimentos e pensamentos para me adequar a padrões que não me servem.
Sou rebelde pela incansável capacidade e escolha de nadar contra a corrente, pensar os meus pensamentos, fazer minhas próprias escolhas e trilhar o meu próprio caminho.
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(no subject)
Feb. 22nd, 2012 | 12:44 am
Dói, dá saudade, a gente lembra, pensa em tudo o que de fato aconteceu e até no que não aconteceu e poderia ter acontecido,mas FODA-SE: eu me amo e ponto. Aprendi a escolher o que é melhor pra mim.
E não tem como negociar isso: ou eu me amo e banco esse amor ou então fico vivendo de migalhas. Dizer que tem auto-estima é fácil, quero ver é agir de forma congruente.
E não tem como negociar isso: ou eu me amo e banco esse amor ou então fico vivendo de migalhas. Dizer que tem auto-estima é fácil, quero ver é agir de forma congruente.
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Aprendendo a trocar.
Jun. 16th, 2011 | 09:18 pm
E eu, que passei a vida preenchendo o vazio alheio, senti o peso do vazio no fundo da alma. Me perguntava se havia dado demais. ou até que ponto existia mesmo isso de "dar sem querer receber nada em troca". E em meio a tantos questionamentos, percebi que essa coisa toda de se doar não passava de uma troca a longo prazo: eu doava hoje e recebia amanhã, ou na semana que vem. O problema todo era que definitivamente, eu não estava recebendo. E neste momento a verdade desceu quente como aguardente: o problema não era eu me doar. Era me doar pra quem não sabia retribuir.
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Revendo fotos, lembrando o que um dia foi...
Apr. 13th, 2011 | 10:57 am
Primeiro eu olhei e o estômago embrulhou e deu um gosto ruim na boca. Depois eu olhei e não senti nada. Agora olhei de novo e pra minha surpresa, o coração esquentou e veio uma mistura de felicidade e gratidão.
Seria a cura?
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Tempo ao tempo. Não se deixa de amar do dia pra noite. Assim como não se ama da noite pro dia. Em ambos os casos é preciso dar tempo ao tempo. Tempo pro amor chegar devagar, tempo pra gente se acostumar com tantas novas emoções, tempo pra sentir encher aquilo que era vazio, pra esquentar o que era frio. Também é preciso dar tempo pro amor escoar e ir esvaziando pouco a pouco. Pra lembrar da sensação de vazio incial, pra desacostumar com o calor que se aninhou no peito. O amor é aprender a sentir. E o desamor é aprender a des-sentir.
Seria a cura?
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Tempo ao tempo. Não se deixa de amar do dia pra noite. Assim como não se ama da noite pro dia. Em ambos os casos é preciso dar tempo ao tempo. Tempo pro amor chegar devagar, tempo pra gente se acostumar com tantas novas emoções, tempo pra sentir encher aquilo que era vazio, pra esquentar o que era frio. Também é preciso dar tempo pro amor escoar e ir esvaziando pouco a pouco. Pra lembrar da sensação de vazio incial, pra desacostumar com o calor que se aninhou no peito. O amor é aprender a sentir. E o desamor é aprender a des-sentir.
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Aprendendo a dançar sozinha
Mar. 23rd, 2011 | 02:53 pm
"Naquela tarde de domingo a música tocava na rádio, o sol ofuscava o sorriso dos meus olhos e eu estava magicamente feliz. Quando nossa música parou de tocar, achei que não saberia como dança sem você. Mas descobri que sem você, eu danço muito melhor: Eu danço do meu jeito."
http://www.youtube.com/watch?v=JM8yTora Pwg&feature=related
A vida é uma dança. Pra cada situação, uma trilha sonora, uma coreografia,um ritmo e um movimento. Pra saber dançar em dupla, é preciso antes dançar sozinho. Viver é como dançar a sua música favorita como se ninguém estivesse olhando. É criar a sua própria coreografia sabendo que cada passo em falso e cada tombo é uma oportunidade pra improvisar e fazer um Grand Finale.
http://www.youtube.com/watch?v=JM8yTora
A vida é uma dança. Pra cada situação, uma trilha sonora, uma coreografia,um ritmo e um movimento. Pra saber dançar em dupla, é preciso antes dançar sozinho. Viver é como dançar a sua música favorita como se ninguém estivesse olhando. É criar a sua própria coreografia sabendo que cada passo em falso e cada tombo é uma oportunidade pra improvisar e fazer um Grand Finale.
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E vendo "Do começo ao fim" surgiu...
Mar. 14th, 2011 | 12:14 pm
Acredito no amor. Não esse amor idealizado,impregnado de expectativas. Mas no amor que ignora cor,sexo,padrões,estereótipos, que transcende e faz transcender. Acredito no amor que surge do ineditismo ineditável que é a vida e se constrói tão lentamente que surpreende. Acredito no amor puro e incondicional, que vê na pessoa amada uma forma de encontro consigo, com o outro e com o mundo. (Gabriella do Valle)
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E foi assim que a dor passou...
Jan. 22nd, 2011 | 02:23 am
E se perguntassem o que vem a ser o certo, Gabriela olharia com a cabeça torta como a de um cachorro quando parece não compreender o que se passa. O olhar de repente vidrado de quem tem sede de entender as coisas que acontecem ao redor. Ela não sabia amar, talvez. Então mais um amor havia ido embora, mais um amor havia chegado ao fim. Nessa imensa individualidade onde ninguém podia entristecê-la sempre cresciam espinhos. Espinhos para machucar aqueles que a machucavam, então assim não a tocavam. Não tocava porque o medo da mágoa não deixava que lhe tocassem, ou então havia medo porque não haviam tocado fundo o suficiente para que o medo não existisse. Que triste então estava sendo, mas Gabriela parecia acostumada. Acostumada e fria porque depois de tantas lágrimas, ela finalmente parecia ter secado. A maquiagem borrada em volta dos olhos tinha sido limpa na noite anterior. Quando Antônio e ela se encontraram; ela parecia inteira. Inteira porque não tinha ficado nada dela para trás. Seus olhos eram de desilusão, de cansaço. Cansada de construir sonhos, planos, fantasias. E depois da desilusão ter de destruir uma a uma, como se nada daquilo tivesse um dia existido, só para olhar para trás e não sentir nada do que sentira antes. Era mais um fim doído, choroso, arrastado. Fosse o ponto final sua última lágrima de dor, já havia então sido decretado. Decretado num discurso mudo, num adeus em silêncio. Dito através de tudo daquilo que não havia sido falado. Antônio não parecia prestes a dizer nada. Gabriela não diria; se pudesse escolher, teria ficado calada, mas lhe escapou: “Meu coração tá ferido de amar errado. De amar demais, de querer demais, de viver demais. Amar, querer e viver tanto que tudo o mais em volta parece pouco. Seu amor, comparado ao meu, é pouco. Muito pouco. Mas você não vê. Não vê, não enxerga, não sente. Não sente porque não me faz sentir, não enxerga porque não quer. A mulher louca que sempre fui por você, e que mesmo tão cheia de defeitos sempre foi sua. Sempre fui só sua. Sempre quis ser só sua. Sempre te quis só meu. E você, cego de orgulho bobo, surdo de estupidez, nunca notou. Nunca notou que mulheres como eu não são fáceis de se ter; são como flores difíceis de cultivar. Flores que você precisa sempre cuidar, mas que homens que gostam de praticidade não conseguem. Homens que gostam das coisas simples. Eu não sou simples, nunca fui. Mas sempre quis ser sua. Você, meu homem, é que não soube cuidar. E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado. Seja feliz.”
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
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Discovery Channel na madrugada
Nov. 18th, 2010 | 03:15 am
Pior que insônia é o sono interrompido.
Porque pior que não ter, é ter e perder.
Perdi o descanso, a sensação de "out of mind" e o sono.
Ligo a tv e escuto: "A orca está quase encalhando pra pegar a presa..."
Aqui faço uma pausa pra elogiar o Discovery Channel e a sua incrível tentativa de fazer as pessoas se interessarem por algo que não seja celebridades, suas partes e comportamentos vexatórios.Realmente admirável!
Até porque existe gente nerd(eu)que se interessa por todo tipo de cultura inútil(Como por exemplo o fato de os tubarões brancos sumirem das águas da Oceania num determinado período do ano porque sentem o "cheiro" de carne putrefada- de tubarão, obvio- que são trazidos pela corrente marítma juntamente com a migração das baleias predadoras dessa espécie).
Fiquei pensando na baleia, que quase encalhou pra atingir seu objetivo.
É, acho que eu sou um pouco assim: Quando quero uma coisa, eu quero tanto e eu me mobilizo tanto que quase encalho.
Incrível como a tv pode ser útil nas madrugadas...Fechei gestalt e tudo!
Porque pior que não ter, é ter e perder.
Perdi o descanso, a sensação de "out of mind" e o sono.
Ligo a tv e escuto: "A orca está quase encalhando pra pegar a presa..."
Aqui faço uma pausa pra elogiar o Discovery Channel e a sua incrível tentativa de fazer as pessoas se interessarem por algo que não seja celebridades, suas partes e comportamentos vexatórios.Realmente admirável!
Até porque existe gente nerd(eu)que se interessa por todo tipo de cultura inútil(Como por exemplo o fato de os tubarões brancos sumirem das águas da Oceania num determinado período do ano porque sentem o "cheiro" de carne putrefada- de tubarão, obvio- que são trazidos pela corrente marítma juntamente com a migração das baleias predadoras dessa espécie).
Fiquei pensando na baleia, que quase encalhou pra atingir seu objetivo.
É, acho que eu sou um pouco assim: Quando quero uma coisa, eu quero tanto e eu me mobilizo tanto que quase encalho.
Incrível como a tv pode ser útil nas madrugadas...Fechei gestalt e tudo!